A Drosera capensis que é comprada em estufa ou em hiper vem geralmente "agrupada". Vários pés de planta são dispostos em cada vaso, para formar um "Tufo" que é mais vendável. As plantas podem crescer agrupadas muito bem durante um certo período de tempo, mas depois é necessário fazer um transplante. Também é comum encontrar-se plantas que não estão muito saudáveis, mas mesmo assim (por pena da planta :) ) as pessoas compram de qualquer forma, pensando que ao chegar a casa a planta vai recuperar. Este passo a passo tenta abordar uma forma fácil de tratar estes dois problemas.

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Mesmo se a planta estiver de aspecto saudável, pode perfeitamente fazer o transplante. Se as raízes das plantas já tentarem sair do vaso (na parte de baixo claro :) ) a planta necessita de ser transplantada para conseguir crescer de forma vigorosa.
Ou pode simplesmente transplantas por gostar dela mais "separada" umas das outras.
O primeiro passo é com cuidado tentar retirar a planta do vaso. Ter um cuidado especial para não danificar as raízes que saem pelos furos do vaso.
Retire todo o substrato que conseguir (com cuidado) e coloque o dentro de um recipiente. Ao retirar o substrato é frequente encontrar plantas jovens. A drosera multiplica-se facilmente por semente e é prolífera na sua criação. Com uma pinça (ou com os dedos) retire com cuidado essas plantas jovens tentando puxar para cima sem danificar as frágeis raízes. Coloque as mesmas no recipiente onde colocou o substrato. Guarde esse substrato, também é frequente existirem mais sementes que ainda não germinaram.
Com a ajuda de um "borrifador" tente separar as plantas. Pode ir puxando com cuidado e borrifar o substrato para ele se separar melhor. As raízes podem estar muito "entrelaçadas" mas com paciência irá conseguir separar.
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Para este transplante utilizei esfagno do Chile (Esfagno morto permite evitar que se "decomponha" nos vasos devido à humidade). Utilizei também um preparado para carnívoras com turfa e perlite. Obtendo assim uns 40/45% de esfagno 40/45% de turfa e o resto de perlite.
Corte o esfagno com um tesoura. Obtendo bocados mais pequenos (5/7 cm), será mais fácil a sua mistura com a turfa.
Com água destilada, da chuva ou obtida por osmose inversa, faça uma mistura homogénea do substrato.
Basta agora colocar as plantas nos vasos. Escolhi para este passo a passo vasos "pequenos" poupando assim espaço.
Tenho somente 2 de "grandes" dimensões, 12cm. Ao separar as plantas duas eram já razoavelmente grandes, por isso decidi colocar já em vasos definitivos. As outras iram recuperar e ser transplantadas depois para os definitivos.
Coloque um bocado de substrato na palma da mão. De seguida coloque no seu interior uma planta e feche a mão. Ponha o resultado no vaso e o vaso na mini estufa. Faça isso para todas as plantas. Não deixe o substrato muito compacto.
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Ao colocar as plantas já transplantadas para a mini estufa, pode, cortar as pontas secas. Diversos autores divergem e muito recomendam deixar sem cortar. Nestes casos corto.
Corte unicamente a parte seca. Se uma folha tiver a ponta seca NÂO corte a folha. Observe na foto as pontas secas.
As plantas estão já transplantadas (obvio :) mas eu faço passar as plantas por um período de transição dentro da estufa com luz artificial. Até elas apresentarem pelo menos algumas folhas saudáveis. Esse período pode variar entre 10 a 20 dias.

Durante o período de transição começo por colocar uma única lâmpada de 40W e 6500K. Vou adicionando uma lâmpada cada 2 dias até um total de 4 lâmpadas. Estas plantas gostam de muita luz.
Tenho utilizado lâmpadas económicas com bons resultados. Mas tenha atenção, certifique-se que são 6400K ou 6500K (ou algo semelhante, mas geralmente são nessa ordem). Lâmpadas fluorescentes luz do dia ou, para quem quiser gastar um pouco mais, GRO-LUX são óptimas (mas acho as eco mais práticas neste caso).
Depois deste tempo em estufa com umas 14 horas de luz artificial, pode colocar as plantas num local onde tenham sol directo. Durante os dias de pleno verão tenha o cuidado de colocar algo (um cortinado translúcido) para não deixar "queimar" as plantas. Mas isso depende da região onde se encontra. Sempre é claro com um pouco de água (1/2cm) no fundo da estufa (mesmo quando estivar sem a tampa, plantas ao sol)
Durante a próxima actualização apresento o resultado e como as voltar a agrupar num vaso maior.
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