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Drosera (as rusticas)

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Publidado em 04/29/2006

A Drosera Anglica, corsica, linearis, capensis e rotundifolia podem ser consideradas rústicas, visto serem as menos sensíveis ao clima, inclusive, podem estar no exterior durante o Inverno (sem gelo!). Estas plantas de uma incrível beleza quando saudáveis, vivem em locais onde a humidade e a acidez do solo estão sempre presentes. Grandes partes delas estão protegidas na natureza, sendo a sua recolha ilegal. Uma carnívora mantida muitas vezes por ser excelente a caçar mosquitos no verão. Planta muito utilizada para fins medicinais, para uso calmante, diurético e expectorante


Biotipo

Drosera (anglica, linearis, rotundifolia, capensis, corsica, beleziana e longifolia)

Familia:Droseraceae
Origem:Europa, EUA e África do Sul
Tipo Armadilha:Semi-activo
Dimensão:de 15 a 30cm
Temp:18-30ºC (Verão) 2-12ºC(inverno)
Substracto: 40% de turfa e 40% esfagno 20% perile
Luz:Directa (meia luz no pico do verão)
Humidade:60-70%
Dificuldade:Fácil, incluive ao esterior

Esta planta de aspecto magnífico (fotografada em "macro" ela mostra toda a sua beleza) e razoavelmente rústica pode sem dúvida ser uma boa planta de iniciação ao mundo das carnívoras. Planta que vive na companhia de esfagno no seu solo muito ácido e húmido.

Esta planta pode sobreviver a um Inverno mais rigoroso (sem gelo),  utilizando um tubérculo que germina na primavera seguinte. Este hibernáculo, permite criar novas colónias na natureza. Formando-se no centro da roseta é constituído por folhar fechadas sobre elas mesmas criando um "bolbo".
A partir do momento em que se forma o hibernáculo deverá reduzir a rega de maneira a conservar o substrato somente húmido mas sem saturado de água, como é prática no verão.
Planta utilizada para fins medicinais, calmante, diurético e expectorante.

Se cultivar estas espécies mais rústicas em vasos, não as guarde dentro de casa durante o Inverno, utilize uma estufa-fria ou um local com temperatura entre 5 e 10ºC.

Como apanha as presas
O "funcionamento" das droseras idêntico entre todas as espécies. Elas dispõem de pelos cobertos de uma substância pegajosa. Ao sol estas gotículas pegajosas brilham como orvalho, os insectos à procura de água, deixam se enganar e posam na planta.
No preciso momento em que o insecto pousa na folha, esta "rola" sobre o insecto. Quanto mais o insecto se debater, mais a folha ou mesmo outras vizinhas que o insecto tenha também tocado ao debater-se, participam ao "afogamento" da presa.
As glândulas digestivas começam imediatamente o trabalho de decompor o insecto em substâncias nutritivas para a planta. A folha que prende o insecto dobra-se em caracol até levar o insecto para o centro da planta, onde é digerido. No centro da planta as substancia digestivas já activadas passam a digerir o insecto. Em várias espécies, as folhas enrolam o insecto totalmente. Aumentando a zona de contacto.

 

 


Drosera Capensis e Rotundifolia

Estas duas espécies são as mais facilmente encontradas em cultura, dedico aqui uma página a estas plantas, duas das minhas favoritas.

Drosera Capensis

Esta planta é originária da africa do sul (do Cabo). Planta Coma tonalidade vermelha muito suave nas extremidades dos pelos, onde encontramos as gotículas que colam o insecto à planta.

Planta vivace de 20 a 30 cm com longas folhas dispostas em roseta.
A flor está disposta num "caule" que pode chegar a 30 cm. De uma cor lilás ou rosa.

 

 


Coloque sempre que possível esta planta ao sol directo, no exterior durante o verão. A Capensis irá colorir-se em tons de vermelho e as gotículas brilham ao sol como orvalho.

Drosera Rotundifolia
Com folhas redondas e não alongadas como a capensis, esta planta carnívora é a mais difundida no mundo.
Desde Ásia, América do norte ou mesmo Europa. Cresce com solos muito ácido e na presença de esfagno.

Esta planta forma uma roseta como a capensis, mas com as extremidades das folhas circulares.
Com 2 a 5 cm, estas folhas circulares permitem a captura dos insectos, levando os depois à gandulas digestivas no centro da planta.
Com flores bancas em forma de cacho, produzidas no verão e com um caule que se eleva até 20 cm do solo